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Diretor de escola em São Gonçalo do Rio Abaixo – MG é demitido após investigação da PF sobre desvio de R$ 1,2 milhão

Diretor da Escola Estadual Desembargador Moreira dos Santos foi exonerado pela SEE-MG

Diretor de escola em MG é demitido após investigação da PF sobre desvio de R$ 1,2 milhão

Parte do dinheiro teria sido enviada para contas pessoais, além de pagamentos suspeitos a empresas.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) exonerou o diretor da Escola Estadual Desembargador Moreira dos Santos, em São Gonçalo do Rio Abaixo, após a unidade se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (10/12). A ação apura um possível desvio de mais de R$ 1,2 milhão do caixa escolar.

Segundo a PF, a investigação que levou à operação “Raiz do Problema” teve início depois de uma denúncia relacionada ao não pagamento de cheques emitidos para a compra de notebooks — todos devolvidos por falta de saldo. Uma auditoria realizada pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) apontou retiradas irregulares de recursos estaduais e federais das contas do caixa escolar, sem qualquer comprovação de uso.

Ainda conforme a PF, parte do montante teria sido transferida diretamente para contas pessoais. Empresas também receberam valores significativos sem entrega comprovada de serviços ou notas fiscais, o que motivou mandados de busca. Nos endereços das empresas supostamente beneficiadas, os agentes encontraram locais fechados ou sinais de que não havia funcionamento regular.

Posicionamento da Secretaria de Educação

Em nota, a SEE-MG informou que tomou todas as medidas necessárias ao identificar as irregularidades. O caso foi tratado administrativamente por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido pelo Núcleo de Correição Administrativa (Nucad). O procedimento garantiu ampla defesa ao servidor e resultou em sua demissão a bem do serviço público, no mês de novembro.

A Secretaria reforçou seu compromisso com a ética, a transparência e o uso responsável do dinheiro público, e destacou que a investigação criminal compete exclusivamente às autoridades responsáveis.

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